quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um desconhecido disse que a morte de uma pessoa é uma tragédia e que a morte de cem mil pessoas é apenas uma estatística. Nós estamos vivendo essa tragédia. Quinta- feira, dezesseis de julho de 2009, nossa borboleta partiu deixando saudade.
Eu estava dando aula no novo colégio quando minha prima ligou. Da primeira vez eu desliguei. Mas, como ela continuou insistindo, dispensei a turma e falei com ela.
Os dias se tornam estranhos quando recebemos notícias assim. Terminei minhas aulas sem ter muita certeza do que estava fazendo e fui para casa descansar um pouco.
A noite fomos para o Parque das flores e mesmo sem querer tive que me aproximar da borboleta para poder falar com minha tia. O interessante é que não senti medo nem nada. Olhei para ela e ela me pareceu tranquila, como quem dorme depois d eum longo dia de trabalho. Além de tranquilo, ela estava normal, desinchada e algumas pessoas disseram que parecia sorrir.
Cheguei em casa uma da manhã e não fui para o enterro, pois tive que trabalhar. Mas, me falaram que fizeram homenagens muito bonitas.
Apesar de tudo, lá no fundo, encontrava-se um pouco de alegria por ter acabado todo aquele sofrimento que ela viveu por meses.

Descanse em paz, borboleta!

2 comentários:

Nina et al disse...

Pois é. Eu tbm ñ tive receio de me aproximar... Realmente sua partida deixou tristeza e vazio, mas tbm uma sensação de alegria pela dor que se encerrava.

Lipo de Alcantara disse...

Toda borboleta merce voar, merce um jardin florido, agora ele está em paz.

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